quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Não me Assustam mais...


Malditos demônios, não saem da minha mente e nunca são compartilhados com ninguém, que nunca querem sair de mim, que nunca me mostram a sua origem.
Ah meus pequenos demônios, o que vocês desejam? Se a mim vocês já corroem por dentro, se comigo vocês estão presos, vocês sugam minha energia e felicidade, mas sabem que nunca é suficiente pois por mais que vocês queiram, eu não vou me entregar nesta guerra.
Onde vocês se escondem em minha mente quando eu tento esvaziá-la? Pra onde vocês fogem quando acho suas fraquezas? Na solidão vocês me exploram, mas eu conto com tantos guerreiros que nunca me deixaram sozinho.
Dizem que no fim, nós analisamos a nossa vida, o que eu devo analisar, qual foi o ponto em que vocês se instalaram em mim? Eu imagino que sei, mas esse á Sete terrível anos, sempre foi o meu maior ponto fraco.
Pois aqui estou, solitário de frente para vocês, porem fracos e traiçoeiros que são, não tem coragem de me enfrentar, se apegam de minhas fraquezas, mas a minha força derruba vocês como um passe de mágica. Onde estão vocês agora que já não os temo mais, que já não tenho nada a perder.
Sim vocês sabem que o vosso fim está próximo, mas não pra mim que sou mais forte do que vocês pensavam, tenho em mim uma fonte inesgotável de força, e agora, no fim de meu singelo texto, vocês desapareceram.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pecado Capital


Me vem sem eu saber de onde, me ataca, me ânsia, é como se tivesse uma criatura presa dentro de mim, abrindo caminho para sair, incontrolável em seu frenesi, sugando minhas forças me fazendo berrar de dor.
Aos poucos as coisas vão se amenizando, e em minha visão fica apenas os vestígios de sua força, me toma por dentro um sentimento de remorso, de receio, pois nunca sei quando ela vai voltar e tirar tudo de mim outra vez.
Por vezes tento ser mais forte, chamo em minha mais profunda fé e força de vontade, o controle que me falta para superar a essa adversidade, mas confesso que nem sempre é o suficiente.
Como uma praia calma é invadida por uma tempestade e logo por sua ressaca, assim ela faz comigo, arrasta toda minha felicidade para um lugar bem escuro, desmorona minhas barreiras, meus sentimentos, faz a minha praia ficar destruída. Mas como nunca desisto, sigo em frente com o árduo trabalho de reconstrução de mim mesmo, as vezes preciso de ajuda, mas nem sempre a encontro.
Conto hoje com grandes guerreiros, e a cada um que eu perco nessa batalha surge outro para me ajudar frente ao estrago que ela me faz, unidos podemos ir muito além dos seus horizontes, e logo eu sei que com a ajuda deles, poderei olhar pra traz e ver a Ira distante de mim.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Suave, porém letal


Hoje os dias me surgem tão vagos, na lembrança de um passado que me fora criado, na esperança de um futuro que neste momento é incerto.
Meu mundo sempre foi tão amplo, meus horizontes tão distantes, porém a duvida e a incerteza os enfraqueceram, me botaram vendas que nunca foram tiradas.
Na rotina que hoje me abraça não encontro segurança, vejo falhas em meus passos mas sou covarde para corrigi-las.
Há uma vida presa dentro de minhas grades, grades que foram feitas sem meu consentimento, uma obra dada a execução sem o saber do dono. quebrá-las hoje é o meu maior desafio, me desprender de toda essa angustia que dividem o meu humor.
Sei que os erros que por mim foram cometidos, devem servir como um guia de um caminho para não ser seguido, mas por vezes acabo os cometendo novamente.
Hoje travo uma batalha interminável contra um inimigo incomum que todos temos, forte, lento, saudável e imortal, que toma conta de mim e que me mata por dentro, lentamente me deixo entregar ao calor de seu veneno, quando levanto tenho mais forças para caminhar, mas lentamente ele me consome, e no fim o tempo sempre sai como vencedor.